segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ridícula

Eu sou daquelas que quando está triste, fica bem emo mesmo. Gosta de curtir a deprê, chorar, pra se libertar. Queria ter chegado em casa, tomado um banho e junto com ele ter jogado todos os sentimentos ruins fora, como se me purificasse depois de terminar a ducha.

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Sem mensagens, sem ligações dele e pra ele, sem o bate-papo "diário", sem a expectativa. Mas também sem as encanações e as frustrações. Sem o contato da pele, o beijo, o carinho, os olhares, o toque. Sem o que está por vir, sem inspiração pra ficar bonita. Só a solidão.

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Chuva dos infernos que me fez começar o dia muito mal. Juro que me esforcei. A primeira prova foi terem me atropelado na entrada do banho. E eu tinha passado, pois calei a boca e me senti orgulhosa de não ter estragado o dia de quem não merecia.
E continuei o dia fazendo algo que me espairecer, caminhada até a estação. Quando de repente, quase chegando, começa a chover, e não era pouco. Por mais que o guarda-chuva tivesse posicionado estrategicamente, me molhei toda, estou com começo de gripe, dor no corpo, estou nojenta, vou ter que trabalhar assim que nem uma mendiga. QUE RAIVA.

Que raiva de mim mesma.
Daqui pra frente, nada de esperar mais dos outros.
Eu continuo não assimilando essa lição.

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